domingo, 30 de abril de 2017

Cracóvia viagem, hotéis, estacionamentos no aeroporto e outras dicas

Viajar totalmente por conta própria e de avião foi para mim uma novidade, na ultima viagem que fiz a Cracóvia na Polónia.

Já fiz muitas viagens sem ser em grupos organizados, mas em que deixava para a agência de viagens a parte que a mim me parecia mais difícil, o avião e os transferes.

O avião reservei na Ryanair que desde Março deste ano voa directo do Porto para Cracóvia e tem dois voos semanais, á segunda e á sexta, o que permite duas possibilidades, ir á sexta e regressar á segunda ou o contrário, eu optei pela segunda opção, ficando com mais dias para visitar tudo que queria.

Para maior segurança como o voo era cedo, fomos dormir ao Porto e no aeroporto há várias possibilidades de hotel para quem quer dormir ou parques onde deixar o carro.


Nós optámos pelo Park hotel Porto aeroporto onde podemos deixar o carro em segurança por 5 euros por dia uns amigos, marcaram no Hotel aeroporto, ambos a 5 minutos a pé do aeroporto ou com oferta de transfer por 2 euros por pessoa, para quem leva malas grandes compensa ainda que o caminho a pé é bom e seguro.

Quem não precisar ir de véspera pode simplesmente deixar o carro no parque do aeroporto, no P9 mesmo atrás do Park hotel cobra 4 euros por dia.
Ou num dos muitos parques particulares, que se encontram nas imediações e que oferecem muito bons serviços, podemos simplesmente deixar lá o carro que eles levam-nos ao aeroporto ou vão á porta do aeroporto buscar o carro e levam novamente quando regressamos por 5 euros por dia ainda oferecem a lavagem do carro.
Um que já utilizei e que funciona muito bem é o Parking porto low cost.

Quem preferir outras opções tem o metro no aeroporto que nos deixa mesmo à porta.


Em Cracóvia o transfer do aeroporto para o centro da cidade - estação Krakow Glowny, foi o comboio, muito moderno, funcional e com muitos horários, de 17 em 17 minutos.


Krakow Lotnisko é a estação do aeroporto

O bilhete podemos tirar nas máquinas na estação, um pouco estranhas no inicio, mas depois entranha-se mas também podemos tirar dentro do comboio ao tradicional pica, sempre presente.


Tudo impecavelmente bem assinalado na estação, melhor que em muitos aeroportos.


Para deslocações na cidade temos muitas opções e mesmo em frente á estação passam muitos autocarros e metros de superfície (o Tram) para todos os sítios da cidade.




Para o nosso hotel podíamos apanhar o Tram 24 e a paragem é perto, mas visto que tinhamos já algumas horas em transito e estávamos com pressa para ir ver o ambiente, optámos mesmo pelo táxi.

O hotel em Cracóvia marquei também através do Booking, sempre garantia de qualidade e segurança.


Em Cracóvia depois de muito pesquisar, uma das opções que seria algum dos hotéis da cadeia Accor sempre boa opção, iguais em todo mundo, sendo os melhor situados Mercure Stare Miastro , o Ibis Centrum a outra opção recomendado por amigos que estiveram lá seria o Campanile Cracovie, muito perto do centro, mas nenhum dos três tinha já quarto triplo.

Por isso enquanto pesquisava encontrei muitos hotéis em residence e acabámos por por escolher um destes, o Flower Residence, pelas imagens e localização pareceu-me uma excelente opção e não me enganei.


Os quartos muito simples mas cómodos e decorados com bom gosto são em dois níveis tipo duplex o que lhe confere uma certa graça.




Com várias comodidades para quem quiser fazer uns lanchinhos e ceias antes de ir para a cama, com filhos adolescentes isso é uma mais valia.




O único inconveniente que o meu filho encontrou, foi a falta de canais de televisão em língua "entendível" o que para mim não foi problema, nem em casa vejo televisão, quando viajo aquilo que menos me faz falta é a televisão e até porque o sinal de Wi-Fi era excelente :) mas ele dependente de TV aproveitava todos os bocadinhos para aprender Polaco :)


Está muito bem localizado mais ou menos a 1km da estação central de Cracóvia, das galerias Krakovska (centro comercial ao melhor nível) e da porta de Barbican, entrada na zona histórica da cidade, perto de bons transportes para deslocações em que isso seja necessário.



O hotel/residence não tem recepção, o que para mim também era novidade e causou alguma apreensão, mas isso não foi um problema porque as portas da rua e do quarto funcionam com código e esse mesmo código é-nos enviado pelo dono por SMS e para que nada falhe por e-mail também.
Foi a primeira mensagem que recebemos após aterrar no aeroporto ainda mesmo antes das habituais mensagens de roaming.

O dono estava no hotel quando chegámos simpático e prestável, procurou saber se estávamos bem e se precisávamos algo.
E no regresso o senhor que nos trouxe de volta, a tripulação mais divertida e brincalhona que já encontrei nos voos que fiz :)


As fotografias da praxe que eu adoro fazer, só me falta no meu reportório umas do cockpit :) mas algum dia farei :)

Saída de Cracóvia




O rio Vístula que serpenteia pela cidade.


Passagem pelos grandes lagos da Suiça





Chegada ao Douro



E chegada ao Porto com o Terminal de Cruzeiros de Leixões á vista



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Minas de sal de Wieliczka Cracóvia- Património UNESCO

Um dos pontos de interesse para quem visita Cracóvia são esta minas de sal que ficam em Wieliczka, uma cidade nos arredores de Cracóvia,


Vista da porta das minas, ao fundo por tras do restaurante encontra-se a estação de comboio

As minas de Wieliczka são um dos locais mais visitados na Polónia, inscritas em 1978 na lista de Património da Humanidade da UNESCO, para esta eleição contribuiu a capela de Santa Cunegunda que conta com diversas esculturas entre elas uma do papa João Paulo II que também visitou estas minas.
Capela de Santa Cunegunda o ex-libris da Mina
João Paulo II na Capela de Santa Cunegunda o ex-libris da Mina

Candeeiros muitos e todos feitos em Sal

A escultura mais apreciada é uma de Nicolau Copérnico, mais um dos visitantes ilustres.



Estas são as minas de sal mais antigas do mundo e ainda em funcionamento, são visitadas por mais de um milhão de visitantes por ano.

A formação dos cristais de sal

As minas são muito mais que a extracção de sal, o que as tornou internacionalmente conhecidas foi a arte e engenho dos mineiros que durante séculos (desde o sec.XIII) souberam usar para suportar as enormes galerias e para tornar a sua vida mais agradável.
As minas tem uma profundidade de 327 metros e 300km de galerias

Planta da Mina

Estruturas em madeira de suporte para evitar derrocadas







A visita começa com uma descida directa de mais de 300 escada em "caracol quadrado" ao longo das 3h30 que demora a visita percorremos  cerca de 3,5km e descemos á profundidade de 135 metros, (1% da totalidade da mina) durante o percurso vamos alternando partes planas com mais escadas, no total são mais de 800 escadas, percorrendo um labirinto de galerias, salas e capelas, terminando a visita com um museu que demora ainda uma hora de visita.





Ao longo do percurso há diversas esculturas de figuras importantes que visitaram a mina e bonecos e estruturas que representam os diversos métodos de exploração utilizados ao longo dos anos na mina.


Os cavalos trabalharam na mina até 2002






A mina não é um espaço claustrofóbico, porque os corredores e galerias são bastante altos e amplos com arejamento e temperatura constante, as escadas ainda que todas de madeira, estão num perfeito estado de conservação seguras mesmo para os mais .




Antes de ir para a parte do museu, faz-se uma pausa numa zona de restaurante e loja, aqui a guia avisa que quem quiser sair pode fazê-lo dirigindo-se aos elevadores, quem quiser seguir com ela na visita ao museu tem 10 minutos livres na zona do restaurante e loja, nós percebemos que quem quisesse visitar o museu sozinho podia, mas o museu é mais um labirinto de galerias e como perdemos a nossa guia porque demorámos no restaurante, tivemos que esperar pela próxima guia, e nem sei porque sugerem abandonar a visita ali, porque o museu é a parte mais interessante, com mais capelas e peças de museu e está incluído no preço.....












Santa Barbara também é padroeira dos mineiros na Polónia



A visita é obrigatoriamente guiada e há visitas em várias línguas a portuguesa não está contemplado.
 Os tours tem hora marcada assim para não haver surpresas é melhor ver antes na página os horários das visitas para não ser surpreendido ao chegar lá e ter acabado de sair um tour na língua desejada e o próximo demorar. O inglês sai a cada 30 minutos, mas o espanhol só há dois por dia.

O bilhete pode ser comprado em agencias e inclui transfer a partir de cracóvia, ou ir por conta própria e basta chegar lá e comprar o bilhete para o tour desejado e esperar que reunam o grupo para entrar, se não quiser correr riscos pode-se reservar na internet.

Para ir por conta própria é fácil e pode-se ir de comboio ou autocarro

Para chegar a Wieliczka 
Autocarro 304 que parte das Galerias krakowska em frente á estação de comboios

De Comboio na estação Central Glowny para a estação Wieliczka Rynek kopalnia duração 20 min.



Horário das visitas:
De 1 de abril até 31 de outubro das 7h30 até ás 19h30
De 2 de novembro até 31 de março das 8h até ás 17
Para mais informações deixo o site da Mina
http://www.wieliczka-saltmine.com/

Os Preços:
84 Pln adulto
322 bilhete família (2 adultos e 2 crianças <16 16="" anos="" p="">
10 Pln para fotografar dão um autocolante para identificar quem pagou.
Existem descontos para estudantes portadores de cartão e idosos, crianças menores que 4 anos não pagam.<4 anos="" cart="" com="" de="" e="" estudantes="" identifica="" idosos.="" o="" p="">
 Jardim em frente ás minas 

Jardim em frente ás minas 

E o Papa João Paulo II sempre presente